01 – TDM
Nome: Time Division Multiplexing
Sigla: TDM
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟢 Básico
Sigla: TDM
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟢 Básico
O que é?
TDM é uma técnica de multiplexação na qual vários sinais compartilham o mesmo meio de transmissão utilizando diferentes intervalos de tempo.
Em vez de cada canal precisar de um meio físico exclusivo, vários canais podem ser transportados pelo mesmo enlace.
Em vez de cada canal precisar de um meio físico exclusivo, vários canais podem ser transportados pelo mesmo enlace.
Na prática
Nas redes telefônicas tradicionais, vários canais de voz eram transportados através de uma mesma estrutura digital.
Um exemplo clássico é o E1, que possui uma taxa de transmissão de 2,048 Mbit/s e organiza o sinal em 32 intervalos de tempo.
Um exemplo clássico é o E1, que possui uma taxa de transmissão de 2,048 Mbit/s e organiza o sinal em 32 intervalos de tempo.
Exemplo
Imagine uma estrada compartilhada por vários veículos.
Cada veículo recebe uma determinada oportunidade de utilização da estrada.
No TDM, o conceito é semelhante:
Cada veículo recebe uma determinada oportunidade de utilização da estrada.
No TDM, o conceito é semelhante:
Canal 1 → intervalo de tempo Canal 2 → intervalo de tempo Canal 3 → intervalo de tempo Canal 4 → intervalo de tempo ... Canal N → intervalo de tempo02 – TIMESLOT
Nome: Time Slot
Sigla: TS
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟢 Básico
Sigla: TS
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟢 Básico
O que é?
É um intervalo de tempo dentro de uma estrutura TDM utilizado para transportar determinada informação.
Na prática
Em uma estrutura E1, o sinal é dividido em 32 timeslots, numerados de TS0 a TS31.
Cada timeslot possui 8 bits por quadro.
Isso resulta em:
32 × 8 bits × 8.000 quadros/s = 2.048.000 bit/s
Cada timeslot possui 8 bits por quadro.
Isso resulta em:
32 × 8 bits × 8.000 quadros/s = 2.048.000 bit/s
Exemplo
E1 │ ├── TS0 → sincronismo/alinhamento ├── TS1 → canal ├── TS2 → canal ├── TS3 → canal │ ├── ... │ └── TS31 → canalAtenção!!!
Não é correto dizer simplesmente que “todo timeslot de E1 é uma chamada”.
Dependendo da configuração e do sistema utilizado, os timeslots podem transportar voz, dados, sinalização ou outras informações.
03 – E1
Nome: E1 / 2048 kbit/s digital hierarchy interface
Sigla: E1
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟢 Básico
Sigla: E1
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟢 Básico
O que é?
E1 é uma estrutura digital de transmissão amplamente utilizada em telecomunicações, com taxa nominal de 2,048 Mbit/s.
Na prática
O E1 é extremamente importante para compreender redes de telefonia tradicionais.
Ele pode transportar múltiplos canais de 64 kbit/s e também informações de enquadramento e sinalização.
A interface física de 2048 kbit/s é especificada na ITU-T G.703, enquanto a estrutura de quadro é tratada pela G.704.
Ele pode transportar múltiplos canais de 64 kbit/s e também informações de enquadramento e sinalização.
A interface física de 2048 kbit/s é especificada na ITU-T G.703, enquanto a estrutura de quadro é tratada pela G.704.
Exemplo
E1 │ ┌─────────┴─────────┐ │ 2,048 Mbit/s │ └─────────┬─────────┘ │ ┌─────────┴─────────┐ │ 32 Timeslots. │ └─────────┬─────────┘ │ ┌────────────┼────────────┐ ↓ ↓ ↓ TS0 TS1 TS31Na prática de telefonia
Em uma configuração tradicional de telefonia, é comum encontrar:
TS0 → enquadramento TS1–TS15 → canais TS16 → sinalização, em configurações CAS TS17–TS31 → canaisMas essa distribuição não deve ser tratada como regra universal: o uso de TS16 depende do método de sinalização e da configuração do sistema.
04 – PCM
Nome: Pulse Code Modulation
Nome em português: Modulação por Código de Pulsos
Sigla: PCM
Categoria: TDM / Voz
Nível: 🟢 Básico
Nome em português: Modulação por Código de Pulsos
Sigla: PCM
Categoria: TDM / Voz
Nível: 🟢 Básico
O que é?
PCM é uma técnica utilizada para representar um sinal analógico, como a voz, em formato digital.
O processo envolve principalmente:
O processo envolve principalmente:
Sinal analógico ↓ Amostragem ↓ Quantização ↓ Codificação ↓ Sinal digitalNa prática
Na telefonia tradicional, a voz analógica era convertida em informação digital para ser transportada pela rede.
A recomendação ITU-T G.711 especifica PCM para frequências de voz e utiliza uma taxa nominal de 8.000 amostras por segundo, com 8 bits por amostra.
Isso resulta em:
8.000 × 8 = 64 kbit/s
A recomendação ITU-T G.711 especifica PCM para frequências de voz e utiliza uma taxa nominal de 8.000 amostras por segundo, com 8 bits por amostra.
Isso resulta em:
8.000 × 8 = 64 kbit/s
Exemplo
Voz
↓
Microfone
↓
Sinal analógico
↓
PCM
↓
64 kbit/s
↓
Transporte digital
↓
Microfone
↓
Sinal analógico
↓
PCM
↓
64 kbit/s
↓
Transporte digital
05 – G.711
Nome: Pulse Code Modulation of Voice Frequencies
Sigla: G.711
Categoria: PCM / Voz
Nível: 🟢 Básico
Sigla: G.711
Categoria: PCM / Voz
Nível: 🟢 Básico
O que é?
G.711 é uma recomendação ITU-T que especifica PCM para sinais de voz.
Na prática
É uma das referências mais importantes para compreender a relação entre:
A G.711 define duas leis de codificação conhecidas como A-law e μ-law.
A-law
É amplamente associada a redes telefônicas internacionais e, historicamente, a sistemas utilizados em muitos países fora da América do Norte.
μ-law
É tradicionalmente associada a sistemas de telefonia da América do Norte e Japão.
Voz ↓ PCM ↓ 8.000 amostras/s ↓ 8 bits/amostra ↓ 64 kbit/sA G.711 define duas leis de codificação conhecidas como A-law e μ-law.
A-law
É amplamente associada a redes telefônicas internacionais e, historicamente, a sistemas utilizados em muitos países fora da América do Norte.
μ-law
É tradicionalmente associada a sistemas de telefonia da América do Norte e Japão.
06 – A-LAW
Nome: A-law PCM
Sigla: A-law
Categoria: PCM / Voz
Nível: 🟡 Intermediário
Sigla: A-law
Categoria: PCM / Voz
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
A-law é uma das leis de codificação utilizadas pelo padrão G.711 para representar sinais de voz digitalmente.
Na prática
Quando você encontra em uma análise de chamada algo como:
está relacionado à codificação G.711 utilizando A-law.
PCMA G.711 A-law Payload type 8está relacionado à codificação G.711 utilizando A-law.
Exemplo
Em uma chamada SIP:
SIP ↓ SDP ↓ a=rtpmap:8 PCMA/8000 ↓ RTP ↓ Áudio G.711 A-law07 – μ-LAW
Nome: μ-law PCM
Sigla: μ-law / PCMU
Categoria: PCM / Voz
Nível: 🟡 Intermediário
Sigla: μ-law / PCMU
Categoria: PCM / Voz
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
μ-law é outra lei de codificação definida pelo G.711.
Na prática
Em ambientes SIP/RTP, é comum aparecer como:
PCMU G.711 μ-lawExemplo
a=rtpmap:0 PCMU/8000Nesse caso, o payload RTP está associado ao G.711 μ-law.
08 – MULTIPLEXAÇÃO
Nome: Multiplexing
Sigla: MUX
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟢 Básico
Sigla: MUX
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟢 Básico
O que é?
É o processo de combinar múltiplos fluxos de informação para transportá-los através de um meio compartilhado.
Na prática
Um equipamento pode receber vários canais de menor capacidade e combiná-los em um fluxo de maior capacidade.
64 kb/s ──┐ 64 kb/s ──┤ 64 kb/s ──┤──→ MUX ──→ enlace 64 kb/s ──┤ 64 kb/s ──┘09 – DEMULTIPLEXAÇÃO
Nome: Demultiplexing
Sigla: DEMUX
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟢 Básico
Sigla: DEMUX
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟢 Básico
O que é?
É o processo inverso da multiplexação.
O equipamento recebe um fluxo agregado e separa as informações em seus respectivos canais.
O equipamento recebe um fluxo agregado e separa as informações em seus respectivos canais.
enlace │ DEMUX ┌───────┼───────┐ ↓ ↓ ↓ canal canal canalNa prática
Em uma rede TDM, um equipamento pode receber um E1 e separar seus canais para entregá-los aos elementos apropriados.
10 – CAS
Nome: Channel Associated Signaling
Nome em português: Sinalização Associada ao Canal
Sigla: CAS
Categoria: TDM / Sinalização
Nível: 🟡 Intermediário
Nome em português: Sinalização Associada ao Canal
Sigla: CAS
Categoria: TDM / Sinalização
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
CAS é um método de sinalização em que informações de controle estão associadas aos próprios canais de voz ou aos seus intervalos de sinalização.
Na prática
Em sistemas E1 tradicionais utilizando CAS, o TS16 pode ser utilizado para transportar informações de sinalização associadas aos canais.
Um exemplo importante é a sinalização R2.
Um exemplo importante é a sinalização R2.
Exemplo
E1 │ ├── TS0 → enquadramento ├── TS1 → voz ├── TS2 → voz ├── ... ├── TS16 → sinalização CAS ├── ... └── TS31 → vozAtenção!!!
TS16 não significa automaticamente “R2”.
O uso de TS16 depende da configuração e do sistema de sinalização.
11 – CCS
Nome: Common Channel Signaling
Nome em português: Sinalização por Canal Comum
Sigla: CCS
Categoria: Sinalização / TDM
Nível: 🟡 Intermediário
Nome em português: Sinalização por Canal Comum
Sigla: CCS
Categoria: Sinalização / TDM
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
É uma arquitetura na qual a sinalização utiliza um canal separado para controlar múltiplos canais de voz ou circuitos.
Na prática
O exemplo clássico é o SS7.
Em vez de cada canal de voz possuir sua própria sinalização associada, um canal de sinalização pode transportar mensagens de controle referentes a diversos circuitos.
Em vez de cada canal de voz possuir sua própria sinalização associada, um canal de sinalização pode transportar mensagens de controle referentes a diversos circuitos.
Exemplo
Canais de voz
│
├── Circuito 1
├── Circuito 2
├── Circuito 3
├── …
└── Circuito N
↓
Canal comum de sinalização
↓
SS7
│
├── Circuito 1
├── Circuito 2
├── Circuito 3
├── …
└── Circuito N
↓
Canal comum de sinalização
↓
SS7
12 – R2
Nome: Signalling System R2
Sigla: R2
Categoria: TDM / Sinalização
Nível: 🟡 Intermediário
Sigla: R2
Categoria: TDM / Sinalização
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
R2 é uma família de sistemas de sinalização telefônica associada historicamente a redes digitais TDM.
Na prática
R2 pode aparecer em interconexões baseadas em E1, especialmente em redes legadas.
O sistema utiliza diferentes sinais para transmitir informações relacionadas ao estabelecimento e controle das chamadas.
Estrutura conceitual
Atenção!!!
R2 não deve ser tratado como sinônimo de E1.
E1 é uma estrutura de transmissão.
R2 é um sistema de sinalização que pode operar sobre uma estrutura TDM.
A ITU-T mantém a série Q.400–Q.490 especificamente para as especificações do Sistema de Sinalização R2.
O sistema utiliza diferentes sinais para transmitir informações relacionadas ao estabelecimento e controle das chamadas.
Estrutura conceitual
E1 │ ├── Voz │ └── Sinalização │ └── R2Atenção!!!
R2 não deve ser tratado como sinônimo de E1.
E1 é uma estrutura de transmissão.
R2 é um sistema de sinalização que pode operar sobre uma estrutura TDM.
A ITU-T mantém a série Q.400–Q.490 especificamente para as especificações do Sistema de Sinalização R2.
13 – ISDN
Nome: Integrated Services Digital Network
Nome em português: Rede Digital de Serviços Integrados
Sigla: ISDN
Categoria: Telefonia / TDM
Nível: 🟡 Intermediário
Nome em português: Rede Digital de Serviços Integrados
Sigla: ISDN
Categoria: Telefonia / TDM
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
ISDN é uma arquitetura de rede digital criada para transportar diferentes tipos de serviços utilizando interfaces digitais padronizadas.
Na prática
Na telefonia, ISDN ficou especialmente associada aos acessos:
BRI
PRI
Estrutura simplificada
BRI
PRI
Estrutura simplificada
ISDN │ ├── BRI │ ├── 2 × B │ └── 1 × D │ └── PRI ├── múltiplos canais B └── canal D14 – BRI
Nome: Basic Rate Interface
Nome em português: Interface de Taxa Básica
Sigla: BRI
Categoria: ISDN / TDM
Nível: 🟡 Intermediário
Nome em português: Interface de Taxa Básica
Sigla: BRI
Categoria: ISDN / TDM
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
É o acesso básico do ISDN.
A estrutura tradicional é:
Canais
B-channel: 64 kbit/s
D-channel: 16 kbit/s no acesso básico.
A documentação ITU-T descreve o acesso básico como uma estrutura composta por dois canais B e um canal D de 16 kbit/s.
A estrutura tradicional é:
2B + DCanais
B-channel: 64 kbit/s
D-channel: 16 kbit/s no acesso básico.
A documentação ITU-T descreve o acesso básico como uma estrutura composta por dois canais B e um canal D de 16 kbit/s.
15 – PRI
Nome: Primary Rate Interface
Nome em português: Interface de Taxa Primária
Sigla: PRI
Categoria: ISDN / TDM
Nível: 🟡 Intermediário
Nome em português: Interface de Taxa Primária
Sigla: PRI
Categoria: ISDN / TDM
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
PRI é o acesso primário do ISDN.
Ele utiliza uma estrutura de taxa primária e possui múltiplos canais B e um canal D.
Ele utiliza uma estrutura de taxa primária e possui múltiplos canais B e um canal D.
Na prática
No contexto E1:
Com o restante da estrutura utilizado para funções de enquadramento conforme a estrutura aplicável.
Em redes baseadas em T1, a organização de canais é diferente.
E1 │ ├── 30 canais B │ └── 1 canal DCom o restante da estrutura utilizado para funções de enquadramento conforme a estrutura aplicável.
Em redes baseadas em T1, a organização de canais é diferente.
Exemplo
Uma empresa poderia utilizar um acesso PRI para conectar sua central telefônica à rede da operadora.
16 – B-CHANNEL
Nome: Bearer Channel
Sigla: B-channel
Categoria: ISDN
Nível: 🟡 Intermediário
Sigla: B-channel
Categoria: ISDN
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
É o canal utilizado para transportar a informação do usuário em ISDN.
Tradicionalmente, possui capacidade de 64 kbit/s.
Tradicionalmente, possui capacidade de 64 kbit/s.
Na prática
Pode transportar voz ou dados, dependendo da aplicação.
B-channel ↓ 64 kbit/s ↓ Voz / dados17 – D-CHANNEL
Nome: Delta Channel / D-channel
Sigla: D-channel
Categoria: ISDN / Sinalização
Nível: 🟡 Intermediário
Sigla: D-channel
Categoria: ISDN / Sinalização
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
É o canal utilizado para sinalização no ISDN.
Na prática
Enquanto o B-channel transporta a informação do usuário, o D-channel transporta informações de controle e sinalização.
No acesso básico, o D-channel tradicionalmente possui 16 kbit/s; no acesso primário, 64 kbit/s.
No acesso básico, o D-channel tradicionalmente possui 16 kbit/s; no acesso primário, 64 kbit/s.
Exemplo
ISDN
│
├── B → voz/dados
├── B → voz/dados
└── D → sinalização
│
├── B → voz/dados
├── B → voz/dados
└── D → sinalização
18 – PDH
Nome: Plesiochronous Digital Hierarchy
Nome em português: Hierarquia Digital Plesiócrona
Sigla: PDH
Categoria: Transmissão / TDM
Nível: 🔴 Avançado
Nome em português: Hierarquia Digital Plesiócrona
Sigla: PDH
Categoria: Transmissão / TDM
Nível: 🔴 Avançado
O que é?
PDH é uma família de tecnologias de transmissão digital baseada em hierarquias de taxas de transmissão nas quais os relógios dos diferentes equipamentos não são perfeitamente sincronizados entre si.
Na prática
A PDH foi amplamente utilizada antes da expansão do SDH.
Ela permitia combinar sinais digitais de menor capacidade em níveis superiores de multiplexação.
Ela permitia combinar sinais digitais de menor capacidade em níveis superiores de multiplexação.
Exemplo
E1 ↓ Multiplexação ↓ nível superior ↓ Multiplexação ↓ nível superiorProblema histórico
A arquitetura PDH tornava determinadas operações de inserção/extração de tributários mais complexas, especialmente quando era necessário acessar um canal de baixa hierarquia a partir de um fluxo de alta capacidade.
19- SDH
Nome: Synchronous Digital Hierarchy
Nome em português: Hierarquia Digital Síncrona
Sigla: SDH
Categoria: Transporte / TDM
Nível: 🔴 Avançado
Nome em português: Hierarquia Digital Síncrona
Sigla: SDH
Categoria: Transporte / TDM
Nível: 🔴 Avançado
O que é?
SDH é uma tecnologia de transporte digital baseada em uma hierarquia síncrona, desenvolvida para transportar diferentes sinais em redes de alta capacidade.
Na prática
SDH foi amplamente utilizada em redes de transporte de telecomunicações, inclusive para transportar estruturas TDM.
Relação com TDM
Relação com TDM
Canais ↓ E1 ↓ SDH ↓ Transporte20- CLOCK
Nome: Clock / Timing Reference
Sigla: —
Categoria: Sincronismo / TDM
Nível: 🟡 Intermediário
Sigla: —
Categoria: Sincronismo / TDM
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
É a referência temporal utilizada pelos equipamentos para determinar quando bits devem ser transmitidos, recebidos ou processados.
Na prática
Em redes TDM, o sincronismo é fundamental.
Se equipamentos envolvidos em uma transmissão digital utilizarem referências de tempo incompatíveis, podem ocorrer problemas como:
– perda de sincronismo
– slips
– erros de enquadramento
– degradação
– alarmes
Se equipamentos envolvidos em uma transmissão digital utilizarem referências de tempo incompatíveis, podem ocorrer problemas como:
– perda de sincronismo
– slips
– erros de enquadramento
– degradação
– alarmes
Exemplo
Clock
↓
Equipamento A
↓
Transmissão
↓
Equipamento B
↓
Clock compatível
↓
Equipamento A
↓
Transmissão
↓
Equipamento B
↓
Clock compatível
21- SINCRONISMO
Nome: Synchronization
Sigla: —
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟡 Intermediário
Sigla: —
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
É o processo de manter os elementos de uma rede alinhados temporalmente.
Na prática
Em TDM, o equipamento precisa saber exatamente quando interpretar cada parte do fluxo recebido.
Problemas de sincronismo podem provocar:
– slips
– perda de alinhamento
– erros
– perda de quadro
– degradação de chamadas
Problemas de sincronismo podem provocar:
– slips
– perda de alinhamento
– erros
– perda de quadro
– degradação de chamadas
22- SLIP
Nome: Slip
Sigla: —
Categoria: Sincronismo / TDM
Nível: 🔴 Avançado
Sigla: —
Categoria: Sincronismo / TDM
Nível: 🔴 Avançado
O que é?
Slip é um evento no qual ocorre inserção ou remoção de uma unidade de informação de um fluxo digital devido a diferenças entre referências de sincronismo.
Na prática
Imagine dois equipamentos:
Se as referências não estiverem adequadamente sincronizadas, pode ocorrer uma diferença acumulada que eventualmente exige a inserção ou remoção de informação.
Sintomas possíveis:
– erros;
– degradação de voz;
– perda de informação;
– problemas de sincronismo;
– alarmes de transmissão.
Equipamento A Clock = referência X ↓ Equipamento B Clock = referência YSe as referências não estiverem adequadamente sincronizadas, pode ocorrer uma diferença acumulada que eventualmente exige a inserção ou remoção de informação.
Sintomas possíveis:
– erros;
– degradação de voz;
– perda de informação;
– problemas de sincronismo;
– alarmes de transmissão.
23- JITTER
Nome: Jitter
Sigla: —
Categoria: Sincronismo / Transmissão
Nível: 🟡 Intermediário
Sigla: —
Categoria: Sincronismo / Transmissão
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
É a variação de curto prazo na posição temporal de um sinal em relação à sua referência ideal.
Na prática
IImagine que os bits deveriam chegar em intervalos perfeitamente regulares:
Com jitter:
Existe uma variação na posição temporal dos eventos.
Em Telecom
Jitter pode aparecer em:
– interfaces digitais
– redes TDM
– sincronismo
– redes IP
– RTP
Atenção!!!
Jitter de rede IP e jitter de sincronismo digital estão relacionados ao conceito de variação temporal, mas não devem ser tratados como exatamente a mesma métrica ou fenômeno operacional.
|----|----|----|----|----|Com jitter:
|---|-----|--|------|---|Existe uma variação na posição temporal dos eventos.
Em Telecom
Jitter pode aparecer em:
– interfaces digitais
– redes TDM
– sincronismo
– redes IP
– RTP
Atenção!!!
Jitter de rede IP e jitter de sincronismo digital estão relacionados ao conceito de variação temporal, mas não devem ser tratados como exatamente a mesma métrica ou fenômeno operacional.
24- WANDER
Nome: Wander
Sigla: —
Categoria: Sincronismo / TDM
Nível: 🔴 Avançado
Sigla: —
Categoria: Sincronismo / TDM
Nível: 🔴 Avançado
O que é?
Wander é uma variação de fase/frequência observada em uma escala temporal mais lenta.
Na prática
IUma maneira didática de diferenciar:
Ambos estão relacionados à estabilidade temporal de uma referência.
JITTER → variação mais rápida WANDER → variação mais lentaAmbos estão relacionados à estabilidade temporal de uma referência.
25- HOLDOVER
Nome: Holdover
Sigla: —
Categoria: Sincronismo
Nível: 🔴 Avançado
Sigla: —
Categoria: Sincronismo
Nível: 🔴 Avançado
O que é?
É o estado em que um equipamento continua utilizando uma referência de clock interna depois de perder a fonte externa de sincronismo.
Na prática
Imagine:
A fonte é perdida:
O equipamento tenta manter a precisão temporal utilizando sua própria referência.
Por que isso importa?
Quanto melhor a referência interna, maior tende a ser a capacidade de permanecer em holdover dentro dos limites especificados.
Fonte de sincronismo ↓ Equipamento ↓ CLOCKA fonte é perdida:
Fonte X ↓ X X X Equipamento ↓ CLOCK interno ↓ HOLDOVERO equipamento tenta manter a precisão temporal utilizando sua própria referência.
Por que isso importa?
Quanto melhor a referência interna, maior tende a ser a capacidade de permanecer em holdover dentro dos limites especificados.
26- FRAME
Nome: Frame
Nome em português: Quadro
Sigla: —
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟢 Básico
Nome em português: Quadro
Sigla: —
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟢 Básico
O que é?
É uma estrutura organizada de bits utilizada para transportar informações dentro de determinado sistema de transmissão.
Na prática
No E1, os bits são organizados em quadros.
Cada quadro possui:
32 timeslots × 8 bits = 256 bits
Com 8.000 quadros por segundo, resulta na taxa de:
256 × 8.000 = 2.048.000 bit/s
Relacionados
E1 · Timeslot · G.704 · Frame Alignment · CRC
Cada quadro possui:
32 timeslots × 8 bits = 256 bits
Com 8.000 quadros por segundo, resulta na taxa de:
256 × 8.000 = 2.048.000 bit/s
Relacionados
E1 · Timeslot · G.704 · Frame Alignment · CRC
27- FRAME ALIGNMENT
Nome: Frame Alignment
Nome em português: Alinhamento de Quadro
Sigla: FA
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟡 Intermediário
Nome em português: Alinhamento de Quadro
Sigla: FA
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
É o processo utilizado para determinar onde começa e termina a estrutura de um quadro dentro do fluxo recebido.
Na prática
O equipamento precisa identificar corretamente a estrutura:
Se perder esse alinhamento, não conseguirá interpretar corretamente os timeslots.
Possíveis consequências:
– perda de enquadramento;
– alarmes;
– erros;
– indisponibilidade de canais;
– degradação.
| TS0 | TS1 | TS2 | ... | TS31 |Se perder esse alinhamento, não conseguirá interpretar corretamente os timeslots.
Possíveis consequências:
– perda de enquadramento;
– alarmes;
– erros;
– indisponibilidade de canais;
– degradação.
28- CRC
Nome: Cyclic Redundancy Check
Nome em português: Verificação de Redundância Cíclica
Sigla: CRC
Categoria: TDM / Integridade
Nível: 🟡 Intermediário
Nome em português: Verificação de Redundância Cíclica
Sigla: CRC
Categoria: TDM / Integridade
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
É um mecanismo utilizado para detectar determinados erros ocorridos durante a transmissão de dados.
Na prática
O transmissor calcula uma informação de verificação.
O receptor realiza o cálculo correspondente e compara os resultados.
Se houver divergência:
Em TDM
CRC aparece associado a mecanismos de supervisão de determinadas estruturas de transmissão.
O receptor realiza o cálculo correspondente e compara os resultados.
Se houver divergência:
Transmitido ↓ CRC A Recebido ↓ CRC B A ≠ B ↓ Possível erroEm TDM
CRC aparece associado a mecanismos de supervisão de determinadas estruturas de transmissão.
29- E0
Nome: E0
Sigla: E0
Categoria: Hierarquia digital
Nível: 🟡 Intermediário
Sigla: E0
Categoria: Hierarquia digital
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
E0 é a unidade básica de 64 kbit/s associada à hierarquia digital europeia baseada em 2048 kbit/s.
Relação
Relação
E0 64 kbit/s ↓ E1 2048 kbit/sNa prática
Muitos canais de voz digitais tradicionais são associados a fluxos de 64 kbit/s.
30- 64 KBIT/S
Nome: Canal digital de 64 kbit/s
Sigla: —
Categoria: TDM / Voz
Nível: 🟢 Básico
Sigla: —
Categoria: TDM / Voz
Nível: 🟢 Básico
O que é?
É uma capacidade de transmissão fundamental na telefonia digital tradicional.
De onde vem?
No caso de PCM de voz:
De onde vem?
No caso de PCM de voz:
8.000 amostras/s × 8 bits/amostra = 64.000 bit/sNa prática
O canal de 64 kbit/s é uma unidade fundamental em estruturas como E1 e ISDN.
31- T1
Nome: T1
Sigla: T1
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟡 Intermediário
Sigla: T1
Categoria: TDM / Transmissão
Nível: 🟡 Intermediário
O que é?
T1 é uma estrutura digital de transmissão tradicional associada à hierarquia de 1544 kbit/s, amplamente utilizada na América do Norte.
Comparação
Comparação
E1 2048 kbit/s T1 1544 kbit/sNa prática
Embora E1 seja muito comum em redes baseadas na hierarquia de 2048 kbit/s, T1 é importante para compreender interconexões e arquiteturas internacionais.
32- DS1
Nome: Digital Signal 1
Sigla: DS1
Categoria: TDM / Hierarquia digital
Nível: 🔴 Avançado
Sigla: DS1
Categoria: TDM / Hierarquia digital
Nível: 🔴 Avançado
O que é?
DS1 é uma designação associada à hierarquia digital de 1544 kbit/s, normalmente relacionada à estrutura T1.
Relação simplificada
Relação simplificada
DS1 ↓ 1544 kbit/s ↓ T133- MULTIPLEXADOR
Nome: Multiplexer
Sigla: MUX
Categoria: TDM / Equipamentos
Nível: 🟢 Básico
Sigla: MUX
Categoria: TDM / Equipamentos
Nível: 🟢 Básico
O que é?
É o equipamento ou função responsável por combinar vários fluxos de entrada em um fluxo agregado.
Na prática
Equipamentos de multiplexação foram fundamentais para aumentar a capacidade das redes de transporte.
Exemplo
E1 ──┐
E1 ──┤
E1 ──┼──→ MUX ──→ fluxo agregado
E1 ──┤
E1 ──┘
E1 ──┤
E1 ──┼──→ MUX ──→ fluxo agregado
E1 ──┤
E1 ──┘
34- DEMULTIPLEXADOR
Nome: Demultiplexer
Sigla: DEMUX
Categoria: TDM / Equipamentos
Nível: 🟢 Básico
Sigla: DEMUX
Categoria: TDM / Equipamentos
Nível: 🟢 Básico
O que é?
É a função ou equipamento que separa um fluxo agregado em seus componentes.
Exemplo
Fluxo agregado
↓
DEMUX
┌────┼────┐
↓ ↓ ↓
E1 E1 E1
↓
DEMUX
┌────┼────┐
↓ ↓ ↓
E1 E1 E1
35- PDH × SDH
Categoria: Comparação tecnológica
Nível: 🔴 Avançado
Nível: 🔴 Avançado
O que é?
PDH e SDH são tecnologias de transporte digital associadas à evolução das redes de transmissão.
Diferença conceitual
PDH:
SDH:
Diferença conceitual
PDH:
Hierarquia plesiócrona ↓ relógios não perfeitamente sincronizados ↓ multiplexação tradicionalSDH:
Hierarquia síncrona ↓ maior facilidade de gerenciamento ↓ transporte de múltiplos tributáriosNa prática
A compreensão dessa diferença ajuda a entender a evolução:
Telefonia analógica ↓ PCM ↓ TDM ↓ E1 ↓ PDH ↓ SDH ↓ IP/MPLS ↓ Redes ópticas/IP modernas